Minhas divagações coloridas


Deu-me vontade de expor aqui neste espaço que afinal de contas é meu mesmo, e falar um pouquinho sobre a arte que venho desenvolvendo ultimamente que é a do abstracionismo lírico. Digo minha quase arte abstrata, visto que ainda me vejo presa por alguns traços figurativos, apesar de não ser este o estilo da minha pintura, pois, que por um bom tempo ainda fazia o abstracionismo geométrico e que eu gostava e gosto muito.
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Geometria abstrata - técnica mista sobre madeira
Acontece que de repente resolvi mudar totalmente de formas, deixar de lado a régua, os cálculos, soltar as amarras, deitar e rolar com a liberdade de criar por conta própria, dar vazão e me envolver entre curvas, formas retorcidas entre si criando, deslisando entre elas as maravilhosas cores da vida vindas da natureza das coisas que só são reveladas pelos raios do sol ou pela ciência como a poeira cósmica, a cor dos gases das nebulosas do nosso universo com a espontaneidade da sua dinâmica infinita.
Estreando esta mostragem pessoal,  deixo pelo menos quatro fotos do meu trabalho recente a partir de janeiro de em 2015.
As vezes, inesperadamente me vejo embaralhada entre linhas insinuantes que tomam corpo mesmo confusas, se ajeitando por si mesmas, sem rumo certo, sem compromisso, fluídas, naturais, buscando do arco-iris, suas nuanças para colorir e se iluminar, outras me vejo tentando encontrar equilíbrio entre formas ainda não muito bem definidas. E assim vou até entrar num consenso entre elas e com minhas coerências. O ato de criar é assim mesmo... há que ter momentos instáveis, conturbados,  para alcançar pelo menos uma aproximação com o ideal de cada um.

As novas formas e o novo colorido da arte abstrata de Elma Carneiro
Óleo s/tela
Formas em desfoque
Azul
Acrílica s/tela [detalhe]

Elma Carneiro 
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Arte Popular brasileira - Carrancas

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No Brasil, a Arte Popular é provavelmente a arte mais praticada no país, por razões históricas, sociais e geográficas. Não se pode, entretanto, confundir arte com artesanato, embora as fronteiras entre ambos nem sempre tenham contornos claros.
Arte popular é aquela em que o artista aprende seu ofício como escultura, modelagem e outros, sem terem frequentado escolas de artes. Mas criam obras de reconhecido valor estético e artístico. A arte popular é intuitiva e trata de valores locais, regionais; representa crenças, lendas, costumes típicos de determinada cultura. O artista popular traduz o universo no qual ele vive, seu dia-a-dia humilde e, muitas vezes, difícil.
Para afugentar maus espíritos e o azar, carranca na proa do navio

Carrancas



Manifestações genuínas da arte popular brasileira, as Carrancas são encontradas não apenas na proa de embarcações do Rio São Francisco, mas também em ambientes decorados e em museus pelo mundo.

Lendas e superstições na arte Popular


 No Vale do São Francisco, acredita-se que as Carrancas protegem os barqueiros e remeiros dos bichos do rio ou de acidentes e afogamentos, dando três gemidos quando há iminência de perigo.

São produzidas em madeira e representam figuras zooantropomorfas - construção de animais e humanas

As carrancas são esculturas de madeira, figurativas, com temas humanos ou de animais, usada na proa das embarcações que navegam pelo Rio São Francisco, no nordeste brasileiro, com a finalidade de afugentar os maus espíritos e proteger de infortúnios.

Em geral, elas tem expressões agressivas e são pintadas com cores fortes. São feitas principalmente por artistas ribeirinhos, chamados carranqueiros. Com vários tamanhos, são usados para espantar o maus espíritos.

As mais populares são encontradas nas embarcações que cruzam o rio São Francisco.
Pintura abstrata inspirada nas máscaras ou carrancas astecas - JFMachados
Pintura do artista Jailson Sever



O artista e a importância do desenho


Francis Bacon - 2009/1992 -  arte figurativa
Não, essa obra não é resultado  de alguém que desconhece as proporções anatômicas do corpo humano ou de quem  não sabe desenhar.
Ao observar  um quadro  do artista Francis Bacon  se depara com suas figuras grotescas e distorcidas, porém, são recursos propositais para expressar sua linguagem pictórica vinda de uma intensa busca de situações complexas observadas por fora ou talvez por dentro de si mesmo.
 Para alcançar esse nível de construção artística, ele não apareceu de repente através de algum fenômeno como o do Big Bang.
Bacon não se fez da noite para o dia e certamente nunca foi um pintor de final de semana.
Um artista nasce com seu dom, mas, ainda não está apto para formalizar sua capacidade criativa sem antes firmar-se no exercício do desenho colocando em ativa seu sistema sensorial que passa a ser enriquecido com o fazer artístico.

Não pular etapas


Os primeiros passos que um novo artista vai ter que trilhar é sem dúvida criar intimidade com o desenho. O desenho é fundamental para ele, é o suporte que dá estrutura, é o esqueleto para dar sustentabilidade a sua arte facilitando sobremaneira a expressão exata que você deseja transmitir no ato espontâneo do CRIAR. Se você pular etapas, certamente vai encontrar obstáculos na hora de interpretar uma ideia concebida.

Estilo e identidade


Após dominar essa fase inclusive com o acréscimo das cores, treinando sombras, luminosidade, perspectivas, observando a distância e proximidade pretendida, volume, você estará apto para suas próprias formas, criando então um estilo o que vai personalizar sua maneira de se expressar de acordo com o momento criativo com mais desempenho e praticidade.

Desenho de Van Gogh - Canal, outubro 1872, primavera 1873
Não se esqueça de que, para um bom artista, seus próprios desenhos são por si só uma obra de arte porque é dali que foi germinada a ideia de uma nova obra.

A princípio...

Papel jornal

Você vai precisar de uma folha de papel jornal, sulfite ou canson e lápis para desenho que vai do 9 H ao 9B, incluindo o F e HB, (eu gosto do 6B) e uma caixa de lápis de cor aquarelável para a segunda etapa do seu desenho quando você vai aplicar as cores, isto é: dar mais vida ao seu trabalho

Tipos de lápis para desenho
É bom que você comece com formas  simples usando o  lápis inclinado, delineando o conteúdo pretendido. e para dar forma  observe as sombras, trabalhando os contornos deixando a parte clara para dar brilho e volume. Depois de treinar no papel jornal, você já poderá passar para os papéis mais nobres como o sulfite, canson ou outros próprios para desenho.
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Para o preenchimento dos seus desenhos, use qualquer tipo de traço, desde que esse traço seja repetitivo e você  venha a completar todos os elementos sem falhas na superfície.
Lápis de cor aquarelável
O lápis aquarelável tanto pode ser usado com água ou sem água. Sem água faz a pintura normal, porém, se for usar com pouquinha água então pode ser o papel da marca canson com gramatura 140, mas, se for usar bastante água então tem q ter gramatura maior. Quanto maior a gramatura mais grosso é o papel. Se usar papel fino ele vai enrugar e pode até rasgar.

Lápis de cor em papel canson
Você poderá desenvolver algumas técnicas de desenho com o lápis aquarelável acessando o site Estúdio de arte- Faber Castell.

O  futuro artista começa a desenhar formas que fazem parte de sua visão habitual e familiar. São objetos, uma árvore, uma casinha, um animal, figuras geométricas, traços aleatórios [vindos de uma fase mais evoluída], brotada da  abstração  do desapego das formalidades que lhe dá liberdade para mergulhar dentro de sua mente a fim de desenvolver a criatividade arrancando de dentro do seu  intelecto suas próprias formas e cores dando-lhes motivos e razões que,  inclusive  quando ampliadas com o decorrer da prática. vai definir um perfil, criar estilo próprio, registrar uma marca pessoal.

Observar:  luz, sombra, cor, volume, proporção, verticalidade-horizontalidade,  movimento.

Disciplina: Estabelecer um horário para trabalhar no desenho.


Quando ir para uma tela em branco?

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Você terá que estar dominando com espontaneidade suas formas pretendidas afim de começar a passar suas experiências para uma tela. Não tenha medo de errar e se errar o que pode ser normal, há sempre um jeito de corrigir.


Elma Carneiro

Veja também a postagem  Van Gohg por Van Gohg neste espaço de artes clicando no link ou na imagem abaixo.




Falando sobre arte: Chovendo no molhado (Ferreira Gullar)

 
Falando com sinceridade: você acha mesmo que pôr cocô numa lata é fazer obra de arte? Teve um cara que fez isso e o que ele quis dizer, ao mandar a latinha com merda para uma galeria de arte, é que arte é merda, certo? Ele estava copiando Marcel Duchamp.
Tratava-se de um protesto? Sim, pode ser, mas protestar não é, por si só, fazer arte. Aliás, há muita poesia de protesto que de poesia não tem nada. É que arte de protesto, antes de tudo, tem que ser arte.  É verdade que o conceito de arte foi mistificado e houve época mesmo em que a habilidade técnica era tida como arte. Mas tudo isso foi posto abaixo pelos verdadeiros artistas. Aliás, a revolução estética, que marcou o início da arte moderna, consistiu precisamente em repelir essa falsa concepção de arte. Picasso disse certa vez: "Estou pintando uma tela, vou pôr ali um azul; se não tenho azul, ponho um verde". Essa frase, que pode parecer uma piada, é de fato a desmistificação da atividade artística. O que ele disse, de fato, foi que a criação artística nasce de um jogo de acaso e necessidade. É que, ao iniciar o quadro, a tela está em branco, tudo ali pode acontecer, mas, desde o momento em que se lança a primeira pincelada, reduz-se a probabilidade e começa o processo que irá tornando necessário o que era mero acaso. Isso porque a pintura é uma linguagem, com leis e exigências, que não estão escritas, em função das quais a obra ganha coerência e significação. Expressão, em princípio, tudo é, já que o que existe expressa algo, tem um significado, seja um gato, uma pedra, uma mancha na parede. Mas são diferentes o significado natural que cada coisa tem e o significado criado pelo músico ao trabalhar a linguagem musical, pelo poeta ao trabalhar a linguagem literária, pelo pintor ao trabalhar a linguagem pictórica. Em suma, ainda que você admita que pôr casais nus num museu expresse algo, não negará que aqueles casais não são obra de nenhum artista como os quadros que estão ali nas paredes. Qualquer pessoa que tenha um mínimo conhecimento de arte sabe que a expressividade de uma obra artística é resultado da capacidade do autor de lidar com os elementos constitutivos de sua linguagem: a linha, a forma, as cores, a matéria pictórica, incutindo-lhes uma significação que só existirá ali.
Exemplo: a noite estrelada que Van Gogh pintou é uma invenção única dele que a linguagem da arte possibilita. Não é simplesmente uma ideia, mas o produto de uma ação manual, técnica e semântica no âmbito de um universo linguístico chamado pintura. É diferente de simplesmente ter uma ideia, cuja criação em nada depende de você ter ou não capacidade técnica de realizá-la ou o domínio de uma linguagem, qualquer que seja. O artista conceitual não precisa saber fazer, não precisa fazer e, como não possui linguagem, usa o que já existe e que não foi ele quem fez. De onde vem então o significado do que não foi feito? Como já disse, tudo o que existe significa, o que não quer dizer que seja uma linguagem, já que esta implica significados inventados por nós. Por isso mesmo, os povos primitivos viam numa montanha um deus ou um demônio. A significação de uma coisa, um corpo, um objeto, decorre de sua inserção no sistema simbólico humano. Por exemplo, estar nu em um museu tem significação diferente de estar nu em seu quarto. A diferença óbvia é que o museu é um lugar público, o que torna a nudez chocante. Então, pergunto, por que ficar nu no museu é obra de arte e, no quarto, não? A resposta óbvia é que, para tornar-se "arte", o nu necessita da instituição museu, ou seja, seu significado não é inerente a ele e, sim, à situação em que se encontra. Isso o torna essencialmente diverso do que conhecemos como obra de arte, cujo significado estético só existe nela, na obra e, mais que isso, é expressão de uma linguagem que é anterior a ela e que se amplia nela e em cada nova obra de que o artista crie. A Mona Lisa não precisa do Louvre para ser obra de arte; é o Louvre que precisa dela para ser museu.

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Ferreira Gullar é cronista, crítico de arte e poeta. Escreve aos domingos na versão impressa de "Ilustrada".
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Aula sobre arte, cores e harmonia

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Cores, formas, repetição, ritmo, contraste, peso visual e harmonia. É tudo o que você precisa para criar obras de arte, mesmo que seus traços sejam focados no figurativismo  a regra é a mesma, salvo  na arte abstrata  onde há uma visível diferença nos conceitos porque você vai estar criando sem a interferência de algo já existente. Você será o inventor da sua própria arte com traços  e cores peculiares extraídas do seu raciocínio, da sua sensibilidade.



 A própria natureza é o melhor exemplo de como podemos realizar uma completa harmonia de cores e texturas. Para quem é pintor é só acompanhar as nuances para acertar a perfeição dessa beleza conhecendo suas infinitas variações
Quer aprender a combinar as cores? olhe para a natureza, confira e vá sem medo de errar. Nessa mostra o encanto dos corais de recife. Apreciem.

Elma Carneiro
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Toulouse-Lautrec o pequeno gigante

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Em 31 de março de 2012 10:01 na postagem O artista e sua função recebí o comentário de uma leitora de nome Márcia Oliveira com os sequintes dizeres:
"Elma gostaria muito que postasse algo sobre Toulouse Lautrec. Seu blog é valiosíssimo! Parabéns!"
Pois bem Márcia, depois de algumas pesquisas apresento algo sobre a biografia deste grande artista bem com algumas de suas obras.
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Prostitutas, cabarés e cervejarias estão inevitavelmente associados ao nome de Henri de Toulouse-Lautrec e sua arte.

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Femme enfilant son bas (1894)
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Toulouse-Lautrec o pequeno gigante das artes de Montmatre em Paris
Henri Marie Raymond de Toulouse-Lautrec Monfa (1864 – 1901) foi um pintor pós-impressionista e litógrafo francês, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX.
Nascido na nobreza francesa, possuía uma linha de ancestrais de nomes aristocráticos. Seu pai era o Conde Alphonse de Toulouse-Lautrec-Monfa, Alf para os amigos, e sua mãe Adéle Tapié de Céleyran. Queriam seus pais que o filho seguisse com esmero o mesmo caminho nobre de toda a sua família, tanto materna quanto paterna. Toulouse-Lautrec sofria de uma doença desconhecida em sua época. Certamente uma distrofia poli-hipofisária, que é um desenvolvimento insuficiente de certos tecidos ósseos. Sofreu dois acidentes em sua juventude, fraturando o fêmur esquerdo aos doze anos e o direito aos quatorze anos. Os ossos mal soldados pararam de crescer e fizeram com que Henri não ultrapassasse a altura de 1,52 m, tornando-se um homem com corpo de adulto, mas com pernas curtas de menino.
Estudou com Fernand Cormon, cujo estúdio ficava nas ladeiras suburbanas de Montmartre, em Paris. É lá que Lautrec descobriu a inspiração que lhe faltava mas não seguiu nenhuma escola: optou pela modernidade. A arte em movimento era seu credo. A ironia, sua força. Mudou-se para aquele bairro de má fama e encontrou seu lugar entre trabalhadores, prostitutas e artistas de caráter duvidoso. 
Sendo ele mesmo um boêmio, faleceu precocemente aos 36 anos de sífilis e alcoolismo.
Trabalhou por menos de vinte anos mas deixou um legado artístico importantíssimo, tanto no que se refere à qualidade e quantidade de suas obras, como também no que se refere à popularização e comercialização da arte.
Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes publicitários, ajudando a definir o estilo que seria posteriormente conhecido como Art Nouveau.
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Cartaz publicitário
 O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta de divulgação de locais de lazer parisienses. Apesar da litografia cheia de cores de seu tempo poder acomodar dezenas de cores em um só cartaz, Lautrec geralmente escolhia apenas 4 ou 5, as vezes 6, raramente 6 cores. Ao invés de usar uma multiplicidade de cores, Henri preferiu criar seus efeitos com justaposições e modulações delicados.
 
Frequentador assíduo do Moulin Rouge e outros cabarés, o pequeno nobre acaba se acomodando muito bem naquele ambiente tão estranho que seus pais nunca aceitaram em ter o filho. 
O tema principal das pinturas de Toulouse-Lautrec era a vida boêmia parisiense, que ele representava através de um desenho que lembra a espontaneidade do desenho satírico de Honoré Daumier, e uma composição dinâmica que poderia ter sido influenciada pela fotografia e as gravuras japonesas, dois fatores de grande importância cultural no fim do século XIX.
Levando uma vida boêmia, o artista exagerava no consumo de bebidas alcoólicas e nos diversos relacionamentos com mulheres. Com este comportamento, contraiu sífilis. 
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Lautrec é responsável pela criação de um coquetel explosivo chamado carinhosamente de… Terremoto.  É uma mistura potente de 1/2 parte de absinto e 1/2 parte de conhaque, servido em copo de vinho sobre cubos de gelo ou batido com gelo em coqueteleira.
Em 1899, a vida desregrada e o excesso de álcool finalmente cobram seu preço do artista. Lautrec sofre de crises e é internado numa clínica psiquiátrica. Ao sair é constantemente vigiado para que não beba e não volte a frequentar os bordéis, vigilância que ele consegue burlar. Sua saúde vai-se deteriorando cada vez mais, até que em 1901 não é mais capaz de viver sozinho. Henri despede-se de Paris com a certeza de que está com os dias contados. Sofre ataques de paralisia e quase não consegue mais pintar.
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Castelo de Malromé onde morreu Toulouse-Lautrec nas proximidades de BordeauxCastelo onde
Em 9 de Setembro de 1901, Henri de Toulouse-Lautrec morre nos braços de sua mãe, no Castelo de Malromé, perto de Bordeaux, às duas horas e quinze minutos da manhã. Estima-se que Lautrec tenha pintado mais de 1000 quadros a óleo (737 estão catalogados), feito mais de 5000 desenhos (275 aquarelas, 5084 desenhos catalogados) e por volta de 363 gravuras e cartazes.
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 Obras de Toulouse-Loutrec 

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Retrato de Carmem Glaudin
Em uma Sala privada
Salon at the Rue des Moulins, 1894
As Duas Amigas (c. 1894–95)
Alone
Na Cama (1893)
seated-dancer-in-pink-tights-1890 ______-_A Inspeção Médica no Prostíbulo da Rue des Moulins (1894)-1894
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 Mais obras neste site: Henri de Toulouse Lautrec

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As bandeirinhas de Alfredo Volpi

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Alfredo Volpi foi artista plástico ítalo-brasileiro e é  considerado um dos principais artistas da Segunda Geração da Arte Moderna Brasileira. 
Ganhou destaque com pinturas representando casarios e bandeirinhas de festas juninas.

 Atuou como pintor decorador de residências de famílias da alta sociedade paulistana, fazendo pinturas em paredes e murais; Explorou as formas e composição de cores com grande impacto visual.
Nos anos 50 enveredou para o campo do abstracionismo geométrico. Foi neste período que começou a retratar bandeirinhas de festas juninas. 





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Paul Klee: Um quadro em discussão

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Revolução do Viaduto

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Texto extraido do último capítulo do livro de Susanna Partsch - KLEE - da edição original de 1992

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Projeto de Fritz Tamms, para uma ponte da auto-estrada, sobre o Werra (A arte do Terceiro Reich, 1941)
Em 1937 Paul Klee pintava um dos seus quadros mais célebres. Esta obra encontra-se hoje na «Kunsthalle» , de Hanburgo. Os críticos são unânimes em afirmar que se trata de uma obra de cunho político e histórico, mas as interpretações sobre o seu significado divergem.
Em 1937, realizou-se também em Munique a exposicão «Arte Degenerada», na qual Klee apresentou cinco quadros a óleo, nove aquarelas e três desenhos. Depois, 102 das suas obras foram confiscadas às coleções públicas. Nos seus escritos, Klee nunca se manifestou sobre estes dois fatos.1937 foi também o ano em que Klee recomeçou a pintar, após a interrupção de um ano, por causa da doença. A obra à qual, durante este ano, dedicou mais tempo foi Revolução do Viaduto (Revolution des Viaductes). O tema foi tratado em cinco versões; é sobre a última versão que iremos debruçar-mos. Klee nunca se apresentou em nenhuma exposição. Foi em 1940 que o público a descobriu pela primeira vez, quando da exposição comemorativa de Berna.
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Paul Klee - Revolução do Viaduto foi uma declaração de guerra contra o nazismo
Paul Klee – Revolution des Viaductes 1937 -
 Óleo sobre fundo de óleo sobre algodão sobre moldura de cunha, 060x050cm –
 Hamburgo, Hamburger Kunstha
O fundo deste pequeno quadro retangular é de um azul relativamente uniforme, que em alguns lugares se torna ligeiramente violeta. Destacando-se deste fundo, arcos de tamanhos e cores diferentes avançam sobre o observador. Mas, em vez de se apresentaram num alinhamento regular, eles formam um amontoado desordenado. O seu tamanho desigual e suas cores vêm acentuar esta impressão. Durante muito tempo, críticos eram unânimes em afirmar que Klee tinha mostrado aqui a ameaça que constituem os movimentos totalitários. Os arcos avançam, assim, «anunciando um mau agouro ao observador» (Geelhaar); um mundo chegado a maturidade vê-se espezinhado e destruído (Haftmann< e Schimidt vê neles as retumbantes legiões castanhas. Num artigo publicado em 1987, Werckmeister pôs em causa, e com razão, estas interpretações. os arcos, nas cores amarela, laranja, rosa e vermelha, uns atarracados, outros finos e altos e outros ainda com pilares de diâmetro desiguais, não simbolizam um «movimento totalitário», que se distingue precisamente pela uniformidade e conformismo e exclui toda a originalidade. Aqui, trata-se manifestamente, de indivíduos todos diferentes uns aos outros.

Klee tinha dado o título de Arcos de ponte diferentes (Brückenbogen treten aus der Reihe) à penúltima versão. Este titulo de um desenho muito semelhante a este quadro sugere uma rejeição da ordem estabelecida. Graças à construção de autoestradas, as pontes ocupavam um lugar importante na arquitetura do Nacional-Socialismo. Os seus arcos bem alinhados, a maior parte das vezes com a mesma altura e largura, simbolizavam a conformidade. Mas os arcos representados por Paul Klee não se conformam com isto. Recusam-se a continuar a ser apenas um ele da cadeia e cada um deles procura existir por si próprio. Por isso, «eles saem da ordem», eles fazem «revolução». Cada um por si, e não a passo certo, vão ao encontro do observador. Estão conscientes da sua força, devido à sua superioridade numérica e, se gostariam de espezinhar qualquer coisa, seria a ordem que os obrigou à conformidade. O quadro, com toda a ameaça nele contida, é uma declaração de guerra contra os nacional-socialistas, que tinham conseguido reprimir toda a individualidade na Arte, sempre que esta recusou a uniformização.

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Clique na imagem abaixo e entre na página de Paul Klee e leia mais sobre sua vida e arte em Um artista em essência.

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