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Caminhos da arte

 Paisagem em óleo s/ tela  de um trecho do Córrego Botafogo de Goiânia- prêmio de seleção do Banco do Brasil
As margens do Córrego Botafogo
Como toda pintura de um artista iniciante, seus trabalhos carregam traços em estilo primitivo pela inexperiência com o desenho assim como na distribuição ou harmonia das cores. 

No início dos anos 80 resolvi levar adiante um dos meus sonhos e, munida de lápis 6B e papel jornal prestei alguns testes  de seleção afim de ingressar no Curso Livre de Artes da Universidade Federal de Goiás. Após ter sido aprovada no gabarito que avaliava o grau de aptidão artística através de desenhos, um dos quais me lembro bem: Um simpático professor de arte colocou sobre uma mesa um pequeno jarro de terracota e cada um dos participantes desenhou esse objeto, cada qual sentado numa carteira de estudante. Após terminar, o professor quebrou o jarro e espalhou seus cacos sobre a mesa para que pudéssemos desenha cada caco. Pelo menos mais da metade dos participantes foi aprovado e eu estava entre eles.
Poucos dias depois então começamos a ter aulas de pintura. Iniciamos com as noções  de desenho com bons professores como também técnicas de pintura incluindo as de aquarelas, guache, nanquim (bico de pena), óleo sobre tela, colagem e algumas poucas aulas de escultura em terracota.
Mais tarde com um pouco de noção com traços, pincéis e tintas, passei a frequentar um curso dado pela escultora e pintora Maria Guilhermina em sua escola de artes as margens do Córrego Botafogo, e ali eu tinha uma visão ampla daquele trecho.
Eu tinha medo de pintar errado, de fazer o ridículo e grosseiro, de não saber fazer as coisas certas tal meu respeito pelas artes.
Estimulada pelo artista e professor Noé Luiz Mota fundador e construtor da Catedral das Artes, um espaço para divulgação de artistas que tem como apoio do Instituto Cultural Noé Luiz da Mota em Goiânia. Noé Luiz enquanto meu professor de pinturas estimulada a total liberdade de expressão artística e foi meu grande incentivador para fazer parte de um concurso de artes inaugurando assim minha participação em coletivas.
Noé Luiz foi quem me  ensinou como pintar transparências em óleo s/ tela numa  paisagem dos casarões de Goiás Velho cujo desenho foi feito ao vivo in loco juntamente com nossa turma liderada por ele.

A tela "As margens do Botafogo" que ilustra essa postagem, deu-me o prêmio de (seleção) do Banco do Brasil. Esse foi um bom começo e os caminhos começaram a se abrir para mim.

Assim se encontra hoje o córrego Botafogo
Esse córrego hoje é todo canalizado, a paisagem natural desapareceu, dando lugar a prédios e a casas bem mais estruturadas. O tempo passa inexoravelmente e o progresso das cidades faz com que as paisagens mudem de aspecto. Hoje no local, toneladas de concreto escondem a terra e, da visão rústica e simples restou na minha lembrança apenas a do registro dos meus pincéis. Não há mais barranco em suas margens, as garças brancas desapareceram e nem os lambarís que habitavam seu leito existem mais.

Elma Carneiro
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A excentricidade e a vaidade do artista não deve sobrepujar sua própria arte - Elma Carneiro

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