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Maluda - a amada de Portugal

Maluda encontra plena justificação de modernidade estética e de actualidade sociológica. Retratos da terra que habitamos, os seus quadros retratam nos a nossa verdade que ocultamos. Aí, também as suas paisagens passam da representação à relação do mistério, subjacente no desnudar das aparências festivas. A nudez plástica das paisagens de Maluda é imagem desolcultada de algo que as palavras não sabem e onde a sua pintura reencontra a sabedoria imemorial das autênticas realizações artísticas. O ser moderno é sempre a procura dessa antiquíssima eloquência.  Texto de Fernando Pernes para o Catálogo da Exposição Individual na Galeria Dinastia, no Porto, em 1978.

Maria de Lurdes Ribeiro, conhecida por Maluda é uma das mais populares pintoras portuguesas das últimas décadas do século XX português. Maluda nasceu na cidade de Pangim, em Goa, no então Estado Português da Índia. Viveu desde 1948 em Lourenço Marques (acual Maputo), onde começou a pintar e formou, com mais quatro pintores, o grupo que se intitulou "Os Independentes".
Embora experimentando várias técnicas e forma artísticas, incluindo retrato, serigrafia, tapeçaria, desenho de cartazes, painéis murais, ilustrações e selos de correio, o cerne temático da composição pictórica de Maluda está muito voltado para a síntese da paisagem urbana.
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O selo Quiosque do Tivoli (vermelho) venceu o prémio”Melhor Selo em Offset” atribuído pelo Government Postage Stamp Printers’Conference.
Foi com os quiosques de Lisboa que a pintora criou fama, através de uma colecção editada pelos correios, uma colecção de selos que deu à pintora portuguesa um prêmio mundial, é o famoso quiosque Tivoli da Avenida da Liberdade, que ganhou o prêmio de melhor selo, em Washington, em 1987.
Enriqueceu a filatelia pois desenhou / pintou muitos selos que cativam filatelistas e o público em geral.

A geometria de Maluda


A geometria das formas é uma das características fundamentais da pintura de Maluda. O mundo de Maluda não era o preto e branco e isso é bem visível na sua obra onde a cor, os tons claros e os contrastes assumem primordial importância.
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Embora experimentando várias técnicas e forma artísticas, incluindo retrato, serigrafia, tapeçaria, desenho de cartazes, painéis murais, ilustrações e selos de correio, o cerne temático da composição pictórica de Maluda está muito voltado para a síntese da paisagem urbana.
A artista soube celebrar através das cores vibrantes com que retratou paisagens, janelas, portas e quiosques, imagens que se tornaram familiares a todos os Portugueses.
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Segundo Pamplona, a obra de Maluda segue, conceptualmente, Paul Cézanne (1839-1906), o mestre do Impressionismo. Ou, como escreveu Fernando Pernes, a sua arte representa «um sistemático decantamento da experiência cezanneana».
Em 1998 foi agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique, ao mesmo tempo que realizou a sua última exposição individual, "Os selos de Maluda", patrocinada pelos CTT.
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Maluda morreu em Lisboa em 1999, aos 64 anos. Em testamento, a artista instituiu o "Prémio Maluda" que, durante alguns anos, foi atribuído pela Sociedade Nacional de Belas-Artes.

Vim do Oriente, onde nasci a luz; passei por África, onde aprendi amar a vida; cheguei à Europa onde estudei pintura na cidade das luzes; depois fixei-me em Lisboa. Gradualmente refis o percurso labiríntico em direção à luz. Cada passo revela, a sua maneira, esse jogo de sombras e luz que é a vida e a morte, a sabedoria e a ignorância. Eu pinto. É uma aventura que não troco por nenhuma outra. Maluda




Ver os comentários no blog de João Menéres - Porto - Portugal, quando o Espaço das Artes faz referências sobre Maluda num importante diálogo com o dono do sítio fotográfico Grifo Planante na postagem Grafismo em 09/05/09.
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Maluda e o quadro Barcos

O Espaço das Artes agradece a parceria com informações e links sobre Maluda, ao arquiteto português de Leiria, Rogério Franco, radicado em Amiens-França onde atualmente exerce sua profissão. Rogério Franco é dono do blog artístico Strings onde expõe suas belíssimas fotos, desenhos colhidos de sonhos lucidos, como também algumas reflexões. Veja também a mostragem de seus projetos profissionais e as obras executadas no espaço Arkitectum .

2 comentários:

  1. Baruch de Spinoza

    Baruch de Spinoza (Ámsterdam, 24 de noviembre de 1632 - La Haya, 21 de febrero de 1677) fue un filósofo neerlandés, de origen sefardí portugués, heredero crítico del cartesianismo, considerado uno de los tres grandes racionalistas de la filosofía del siglo XVII, junto con el francés René Descartes y el alemán Gottfried Leibniz.

    Este es el Dios o Naturaleza de Spinoza:

    Dios hubiera dicho:

    " Deja ya de estar rezando y dándote golpes en el pecho! Lo que quiero que hagas es que salgas al mundo a disfrutar de tu vida.


    Quiero que goces, que cantes, que te diviertas y que disfrutes de todo lo que he hecho para ti.

    ¡Deja ya de ir a esos templos lúgubres, obscuros y fríos que tú mismo construiste y que dices que son mi casa.

    Mi casa está en las montañas, en los bosques, los ríos, los lagos, las playas. Ahí es en donde vivo y ahí expreso mi amor por ti.

    Deja ya de culparme de tu vida miserable; yo nunca te dije que había nada mal en ti o que eras un pecador, o que tu sexualidad fuera algo malo.

    El sexo es un regalo que te he dado y con el que puedes expresar tu amor, tu éxtasis, tu alegría. Así que no me culpes a mí por todo lo que te han hecho creer.

    Deja ya de estar leyendo supuestas escrituras sagradas que nada tienen que ver conmigo. Si no puedes leerme en un amanecer, en un paisaje, en la mirada de tus amigos, en los ojos de tu hijito... ¡No me encontrarás en ningún libro!

    Confía en mí y deja de pedirme. ¿Me vas a decir a mí cómo hacer mi trabajo?

    Deja de tenerme tanto miedo. Yo no te juzgo, ni te critico, ni me enojo, ni me molesto, ni castigo. Yo soy puro amor.

    Deja de pedirme perdón, no hay nada que perdonar. Si yo te hice... yo te llené de pasiones, de limitaciones, de placeres, de sentimientos, de necesidades, de incoherencias... de libre albedrío ¿Cómo puedo culparte si respondes a algo que yo puse en ti? ¿Cómo puedo castigarte por ser como eres, si yo soy el que te hice? ¿Crees que podría yo crear un lugar para quemar a todos mis hijos que se porten mal, por el resto de la eternidad? ¿Qué clase de dios loco puede hacer eso?

    Olvídate de cualquier tipo de mandamientos, de cualquier tipo de leyes; esas son artimañas para manipularte, para controlarte, que sólo crean culpa en ti. Respeta a tus semejantes y no hagas lo que no quieras para tí. Lo único que te pido es que pongas atención en tu vida, que tu estado de alerta sea tu guía.

    Amado mío, esta vida no es una prueba, ni un escalón, ni un paso en el camino, ni un ensayo, ni un preludio hacia el paraíso. Esta vida es lo único que hay aquí y ahora y lo único que necesitas.
    Te he hecho absolutamente libre, no hay premios ni castigos, no hay pecados ni virtudes, nadie lleva un marcador, nadie lleva un registro.


    Deja de complicarte las cosas y de repetir como perico lo que te han enseñado acerca de mí. Lo único seguro es que estás aquí, que estás vivo, que este mundo está lleno de maravillas. ¿Para qué necesitas más milagros? ¿Para qué tantas explicaciones?
    No me busques afuera, no me encontrarás. Búscame dentro... ahí estoy, latiendo en ti.

    Spinoza

    10.03.2011

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  2. Obrigada, gosto muito de Spinoza. (h)

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